terça-feira, 22 de setembro de 2015

NADA SUPERA O SHOW AO VIVO

Sim... li de tudo a respeito dos shows do Metallica, Motley Crue, Queen entre outros, mas a verdade é uma só... nada supera a emoção de um show ao vivo!
Nesse exato momento que você está lendo esse artigo, alguém está fazendo download ou ouvindo música pelo streaming ou trocando playlists por bluetooth, enfim... as mais variadas maneiras de ouvir e compartilhar música.
Porém, algo não muda e nunca mudará. Assistir um show ao vivo!
Para quem vai justamente no intuito de se divertir e ver um espetáculo, isso é um dos prazeres que dinheiro nenhum paga, apesar dos preços abusivos dos ingressos, e até da estrutura duvidosa dos eventos.


Bom, onde eu quero chegar?
Certa vez, cheguei atrasado no show de uma das bandas seminais do rock, Jethro Tull. Afoito, entrei na terceira música e o local estava lotado, mas havia algo estranho. Parecia que eu estava num barzinho da Vila Madalena com a quantidade de gente conversando entre si e no celular bem na hora da apresentação da banda. 
Que coisa feia!
E em cima do palco, Ian Anderson e companhia mandando muito bem com toda aquela maestria e performance genias, até o momento em que, do nada, a banda começa a tocar a famosa introdução da Aqualung. Comoção geral!
Era gente desesperada se despedindo da ligação do celular, gente dizendo que essa é a música mais legal deles, gente gritando "uh-huh!", enfim a banda teve a atenção devida para a sua performance naquele espaço de tempo, porém tão logo termina a música, o povo retorna com seus celulares e ligam para dizer que acabaram de ouvir a melhor música da vida deles, que Jethro Tull é a maior banda do mundo e isso e aquilo. Ou seja, o Credicard Hall voltava a ser um barzinho.

No Rock in Rio, li que o Metallica fez um show burocrático; que o Vince Neil do Mötley Crüe parecia uma gralha cantando; que o Adam Lambert do Queen desmunhecava mais que Freddie Mercury. Críticas das mais variadas surgiram, e ainda vão surgir. Algumas construtivas, outras nem tanto, mas quem estava lá fez parte da história do evento, da história da banda, e de sua própria história. E isso meus amigos, ninguém tira.

Lamento até hoje dois shows que perdi por pura negligência e ignorância. Pantera e Rush. 
Obviamente, muita coisa mudou de lá pra cá, e o fluxo de shows ficou muito mais intenso impossibilitando financeiramente de comparecer em todos, mas não hesite se você conseguir ir, independente da banda ser headliner ou de garagem. 
O barato é fazer parte da história.

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