segunda-feira, 6 de julho de 2015

SEPULTURA 30 ANOS

Eu lembro como se fosse hoje quando peguei uma edição da extinta Revista Bizz, e me deparei com uma matéria falando sobre uma banda brasileira que estava detonando no velho continente. Seu nome? Sepultura.
O texto exaltava o enorme sucesso que o grupo estava conseguindo com seus shows devastadores e energéticos, e que a cada apresentação ficava mais e mais conhecidos. 
Numa bela tarde, assistindo o programa Clip Trip - antigo Realce Baby e ambos extintos - fui presenteado com a estreia do video-clipe da faixa Inner Self, do álbum recém-lançado Beneath the Remains. O efeito para este que vos escreve foi deveras devastador. Não tinha conhecimento nenhum do que era o som da banda, e quando me deparei com aquela sonoridade decidi que naquela semana sairia e compraria o disco daqueles caras. 
Dito e feito!
Fui na Woodstock Discos do grande Walcir Chalas, e adquiri a bolacha. Voltei pra casa com ela debaixo do braço, louco para ouvir na vitrola do meu pai naquelas poderosas caixas acústicas feitas de madeira. Chegando em casa, fui direto ligar o 3 em 1 da Sanyo dele, e retirando o disco daquela belíssima capa, deu até para sentir o cheiro característico de algo novo embalado no plástico. 
Quando a agulha atingiu os primeiros sulcos do vinil, e o som do dedilhado da primeira faixa inundou a sala, senti que estava entrando numa outra dimensão, Essa sensação durou por poucos segundos. Num rompante avassalador, guitarras, baixo e bateria surgem e começam o bate-estaca da faixa-título do álbum. Que paulada!
Não tinha escutado nada parecido antes, e a cada ouvida sempre surgia algo novo. Alguma palhetada, alguma alavancada na hora do solo, ou alguma virada mais contundente que escapou das minhas audições anteriores. Solos e letras já estavam literalmente tatuados na memória de tanto ouvir aquela fonte inesgotável de criatividade. Beneath The Remains foi meu primeiro disco comprado na vida e se tornou imensamente essencial porque foi a partir dele eu quis ser vocalista, e me tornei fã incondicional da banda.
Nesse ano o Sepultura completa 30 anos de carreira. 
30 anos trilhando o terreno pedregoso da música pesada, mas sem baixar a guarda, e independente qual seja a formação, estamos diante do maior representante brasileiro do metal pesado na ativa e com muita lenha pra queimar. 
Eles fizeram, fazem e continuam fazendo parte da minha vida.
Sepultura... do Brasil!!!
Andreas Kisser (G), Derrick Green (V), Paulo Xisto Jr. (B) e Eloy Casagrande (D)

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