terça-feira, 5 de agosto de 2014

VOCAIS INFLUENTES: DAVID VINCENT (MORBID ANGEL)

Outro grande vocalista é David Vincent. O trabalho vocal empregado por ele nos 4 primeiros álbuns do Morbid Angel é de tamanha magnitude que fica difícil escolher quais dessas obras maravilhosas posso citar como exemplo. Mas vamos dar uma rápida pincelada sobre esses clássicos e ressaltar as partes mais relevantes:
Altars of Madness: Esse disco foi um dos que mais ouvi na minha vida. Immortal Rites é uma das melhores músicas de death metal de todos os tempos e aqui ouvimos David Vincent com seu timbre doentio e maléfico disparando blasfêmias. Vale ressaltar também a forma como Dave encaixa muito bem os vocais, e de certa maneira até melodiosa. Visions from the Dark Side é um prenúncio do que viria a ser o Black metal norueguês. O álbum inteiro é um clássico absoluto.
Blessed are the Sick: Aqui podemos notar que Dave está com o timbre mais agudo em sua voz, e isso dá mais agressividade às músicas. Brainstorm é um exemplo disso. No começo da faixa Day of Suffering, Dave utiliza-se de um timbre mais grave, chegando ao gutural, mas em Abominations volta ao timbre mais agudo mostrando o quanto ele é versátil.
Convenant: O álbum já abre com um dos maiores clássicos da banda, Rapture, e podemos sentir o porquê do Morbid ser uma banda que carrega uma aura maléfica em cada nota, em cada palavra. O vocal de Dave nesse disco tem um timbre rasgado mas não muito aberto. É mais contido, rouco, e podemos dizer que carrega um médio agudo, ou seja, não é estridente e tampouco gutural inaudível. O disco termina com a épica God of Emptiness onde Dave mostra um estilo vocal um pouco mais grave, e partes onde praticamente declama, algo que ele usaria no próximo disco.
Domination: Nesse quarto disco do Morbid Angel, percebemos que os vocais estão bem mais graves e isso faz do álbum soar mais soturno, mas sem perder seu poderio. Alguns vocalistas de metal já fizeram uso desse expediente, de mudar o timbre da voz no curso de suas carreiras (vide Mile Petrozza do Kreator e o Chuck do Death). Aqui, a voz grave e sombria de Dave está presente no refrão de Eyes to See, Ears to Hear, onde temos Trey Azagthoth se aventurando nos vocais com resultados muito bons. Esse disco é um dos mais “viajantes” do Morbid e o timbre grave de David Vincent deu um clima mais assustador ao álbum. Na faixa Hatework, ele simplesmente vocifera seu gutural mais cavernoso e brutal, confira!

Enfim, após essas 4 maravilhosas obras-primas, Dave sairia após o álbum ao vivo, Entangled in Chaos e só retornaria no nono disco, Illud Divinum Insanus

Foto: Leandro Cherutti