segunda-feira, 21 de julho de 2014

UMA DAS MELHORES ESCOLHAS QUE JÁ FIZ

A estória sobre o disco sem capa do Running Wild até que rendeu na minha fanpage(risos). Mas agora vou citar uma outra que também teve a Woodostock Discos como cenário. Naquela época, eu não costumava ir muito na Galeria do Rock. Só em pensar de que haviam punks e carecas esperando por vítimas incautas não era nada animador, e o pior se você fosse fã de Metal. Portanto, eu ia da estação Anhagabaú para a loja do Walcir e fazia o caminho de volta pra casa, e numa dessas minhas incursões por lá, me deparei com a parede da loja toda forrada com os cinco discos mais fodas da banda King DiamondFatal Portrait, Them, Abigail, Conspiracy e o mais recente deles, o The Eye. Estava nas nuvens. E como sempre a falta de grana era constante na minha vida, optei por levar apenas um disco, e o escolhido foi o... The Eye?! Até hoje me pergunto o porquê de tê-lo escolhido, mas sinceramente não tenho a resposta. Bem, levei a bolacha pra casa e quando ouvi as primeiras notas da Eye of the Witch, fiquei deslumbrado. Pensava comigo “finalmente tenho um disco do King Diamond!” e furei essa faixa até chegar na segunda música, The Trail, que é simplesmente o ápice da habilidade vocal de King Diamond, onde ele interpreta vários personagens acentuando mais ainda a dramaticidade que lhe é muito peculiar do Rei. Após esse épico digamos Shakespeariano, a faixa Burn com incursões de um violino realmente diabólico e um solo magnífico de Andy LaRocque dá o tom da coisa até culminar na Two Little Girls. Uma das músicas mais sinistras que já ouvi. Apenas voz, teclado e uns sinos tétricos. Into The Convent parece realmente que estou dentro de uma igreja medieval pela enorme quantidade de belas melodias clássicas acrescentadas por um chorus nos vocais de King. Father Picard é uma de minhas favoritas. É dramática e bem melódica e de quebra, o refrão é belíssimo. Behind Those Wall começa no gás com um teclado insano e a melodia é bem dramática. The Meetings é recheada de mudanças de tempo na bateria, aliás, cabe uma curiosidade aqui sobre o álbum The Eye. Após a saída do monstro Mikkey Dee, King Diamond resolve chamar Snowy Shaw, onde ele toca em drum pads, e não em uma bateria eletrônica como muitos supõem. Insanity, bem, essa é de longe uma das composições instrumentais mais belas de todos os tempos na minha humilde opinião. Ouça e verás.  1642 Imprisonment mostra a habilidade dos teclados de Roberto Falcão, e ele se destaca de maneira soberba. A maravilhosa The Curse encerra esse disco, que para mim é o mais climático do mestre King Diamond, e chego a seguinte conclusão: talvez eu ainda não saiba o porquê de tê-lo comprado naquele dia, mas após ouvi-lo acredito com toda a certeza, que foi uma das melhores escolhas que fiz.