quinta-feira, 17 de julho de 2014

E A COPA VEIO, E A COPA JÁ FOI

E a Copa veio, e a Copa já foi.
Antes mesmo dela começar já se protestavam contra a sua realização no país que ainda tinha – e tem – muitos problemas para resolver, mas mesmo assim a Copa veio. Jornalistas, turistas e fãs do esporte bretão compareceram em ótimo número nos jogos para abrilhantar o espetáculo apesar dos preços abusivos dos ingressos. E com o decorrer do certame, os jogos foram se tornando um mais emocionante que o outro, até mesmo aqueles realizados com times com pouca ou nenhuma tradição em copas do mundo.
Mas, nos bastidores da política brasileira, o que se exaltava era a palavra “dividendos”. Qualquer ameaça que pairava sobre a integridade do evento – economicamente falando – era “dividendos”. Ou seja, bilhões investidos nos estádios, na infraestrutura, aeroportos, tudo seria revertido em “dividendos” aos cofres do país. Sinceramente, não vi e com certeza não vou ver os tais “dividendos”. Talvez não agora, mas não sei se os tais dividendos vão ser superfaturados em alguma licitação a ser aceita pelo Congresso, e por aí vai.
O fato é que nesses 30 dias a Alemanha simplesmente fez o que o nosso governo simplesmente ignora. Além de ganharem a Copa 2014 e esbanjarem simpatia, os alemães ainda doaram o valor de R$ 30.000 reais para os índios Pataxós como forma de agradecimento.
Sou fã do futebol, mas fico enojado com as entidades que comandam, e a atitude da seleção alemã foi uma espécie de tapa na cara com luva de pelica. O triunfo dela representa a vitória da organização em cima da presepada, da seriedade em cima da malandragem, da eficiência alemã em cima do jeitinho brasileiro.
O Heavy Metal nasceu em Birminghan, Inglaterra, mas hoje ele reside na Alemanha. O futebol também nasceu na Inglaterra, e adivinhem em que país ele irá reinar por 4 anos?


P.S. Me emocionei muito quando a Seleção Alemã colocou a taça no chão, e como forma de agradecimento dançaram em volta dela homenageando os índios Pataxós.