segunda-feira, 26 de maio de 2014

DISCERNIMENTO (TUDO É MÚSICA) || DISCERNMENT (EVERYTHING IS MUSIC)

Ontem compareci no Carioca Clube para assistir as bandas Deicide e Children Of Bodom. Confesso que não conheço muita coisa do COB, apesar de que na época em que trabalhei na loja Die Hard na Galeria do Rock, vendia que nem água o álbum Something Wild. Já o Deicide conheço há muito mais tempo, e Glen Benton é uma das minhas influências vocais nos timbres e na forma como ele coloca a voz nas músicas alternando do grave cavernoso ao agudo gritado. A única apresentação do COB que vi foi no Wacken de 2011, e foi uma tarefa bem difícil porque eles finalizaram o festival após um show monstruoso do Kreator no Black Stage. E os finlandeses deram o sangue nessa apresentação.
Ontem percebi que a junção das duas bandas foi um sucesso apesar da noite fria e chuvosa. Duas bandas com estilos de música diferentes, mas que fizeram a alegria dos headbangers. Já dizia o grande mestre Chuck Shuldiner que no final das contas tudo é Metal, e as subdivisões do estilo enfraquecem ou servem apenas para acadêmicos ou leigos que gostam de definir algo ou alguma coisa. Eu acho que definir é limitar. Para mim, Metal é um galho forte e frondoso de uma árvore chamada Rock, e essas subdivisões fomentam um certo separatismo no meio. No fundo tudo é música, é sentimento colocado na forma de notas musicais e nas letras. Mas o grande trunfo é algo chamado discernimento. Sou uma pessoa que ouço ZZ Top com a mesma alegria e entusiasmo que escuto um Monstrosity, e depois um Kiss, Slayer, Celtic Frost, Amon Amarth e por aí vai. Ontem tive um exemplo disso. Fãs delirando ao som do Deicide, fãs delirando ao som do Children Of Bodom. E viva o Metal!



Yesterday I went to the Carioca Club to watch Deicide and Children Of Bodom. I confess I don’t know much about COB, although at the time I worked at the Die Hard music store at Galeria do Rock, I sold a lot of Something Wild albums. About Deicide I already know a lot. Glen Benton is one of my influences in vocal tones and the way he puts his voice in songs alternating severe cavernous yelled and screamy high pitches. The only COB’s gig I saw was at Wacken 2011, and it was a very difficult task to the band because they finished that festival after a fucking monstrous Kreator show at Black Stage. And the Finns gave the blood in that presentation.
I realized that this union of two bands was a success despite the cold and rainy night. Two bands with different musical styles, but they made the happiness of headbangers. Already said the great master Chuck Shuldiner that everything is metal, and the subdivisions of style just serve to weaken or to the academics or lay people who like to set something or something. I think that to set is to limit something. For me, Metal is strong and leafy branch of a tree called Rock, and these subdivisions incite a certain separatism in the Metal scene. Everything is music, it’s the feeling put in musical notes and lyrics. But the great trump card is called discernment. I am a person and I hear ZZ Top with the same pleasure and enthusiasm when I hear Monstrosity, Kiss, Slayer, Celtic Frost, Amon Amarth, and so on. Yesterday I had an example about this. Raving fans to the sound of Deicide, raving fans to the sound of Children Of Bodom. Long live Metal!